quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nutrientes que ajudam a fortalecer o cabelo depois da quimioterapia

Um dos efeitos colaterais que a quimioterapia provoca é a queda de cabelo, tão temida pela maioria das mulheres.  Após o tratamento com a quimioterapia, eles voltam a crescer, mas, em alguns casos, podem crescer temporariamente diferentes. É o caso do ator Reynaldo Gianecchini, que foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin e, após o tratamento, apresentou um cabelo diferente, mais crespo e grisalho.
De acordo com o médico oncologista Artur Malzyner, o tratamento interrompe a multiplicação das células do bulbo folicular, responsáveis pelo crescimento da haste do pelo, provocando a queda gradativa do cabelo nos pacientes, deixando as pessoas que passam pelo tratamento carecas ou com pouco cabelo. Quando os fios voltam a crescer ocorre uma redução na espessura da fibra capilar e, dada a elevada variação na espessura dos fios no couro cabeludo do paciente, o cabelo se torna heterogêneo suficiente para se ondular.
Pode haver também modificações na quantidade de melanina nos fios de cabelo, alterando com isso a tonalidade dos mesmos. "Alguns pacientes passam a apresentar, transitoriamente, cabelos mais claros e outros pacientes cabelos mais escuros", diz ele.
Segundo o oncologista, ao longo de meses subsequentes à quimioterapia, no entanto, os cabelos podem voltar a ser como eram antes.
Já existem técnicas para controlar a queda durante a quimioterapia: "Dá para usar um dispositivo de resfriamento do couro cabeludo que causa a vasoconstrição local e reduz os efeitos do medicamento nos folículos", explica a Dermatologista Camila Hofbaue.

Nutrientes Amigos do Cabelo


Cisteína
Aminoácido que contém enxofre na estrutura. É convertido em cistina e depois em glutationa. A queratina, essencial para a formação do cabelo possui 15% de cisteína/cistina.
Fontes: Ovos, cebola, alho e brócolis.

Vitamina A
É fundamental para o crescimento dos tecidos, incluindo os cabelos. Nos formamos a vitamina A no organismo a partir da ingestão de fontes de beta caroteno (flolhas verdes,  frutas e vegetais de cores laranja, amarelos e laranja ou na forma de retinol aniamis (ovos, óleo de peixe e fígado).

Complexo B
Vitaminas B6, ácido fólico e B12 são importantes para formar as células vermelhas e hemoglobina que carregam o oxigênio para os tecidos, e isto inclui o cabelo, que depende do aporte constante de oxigênio e sangue para ser saudável. Você encontra vitamina B6 em frango, peixe, soja, cereais integrais, frutas oleaginosas e leguminosas. Ácido fólico em folhas verdes escuras, abacate, brócolis. B12 pode ser encontrada em alimentos de origem animal como carne, peixe, frango e ovos.

Biotina
Auxilia nos casos relacionados a oleosidade (dermatite seborreica) pois a Biotina melhora o metabolismo do couro cabeludo oleoso, além de ajudar a manter os fios mais saudáveis. É um dos nutrientes indispensáveis para manutenção dos fios.
Fontes: Ovos, fígado, cereais integrais, leveduras.

Vitamina C
A deficiência deixa os cabelos quebradiços. É essencial para a formação do colágeno que dá estrutura aos tecidos como o cabelo e melhora a circulação do couro cabeludo. Mantém os capilares que levam a irrigação sanguinea para o folículo piloso. 
Fontes: Frutas cítricas, vermelhas, pimentão, folhas verdes escuras, batata.

Cobre
Importante para formar a hemoglobina que irriga o couro cabeludo e também participa da formação do colágeno.
Fontes: Sementes, oleaginosas, frutos do mar e fígado.

Zinco
Fundamental para a síntese de proteínas (lembre-se de que o fio de cabelo é formado 98% por proteínas).
Onde encontrar: frutos do mar, ostras, sementes oleaginosas (de abóbora e girassol), carne, miúdos, peru, cogumelos, ovos, germe de trigo, levedo de cerveja.

Silício
O silício faz parte do tecido conjuntivo e por esse motivo todos os cremes hidratantes para a pele, cabelo e unhas contém silício. O aumento do consumo de alimentos ricos em silício favorece o rejuvenescimento. Deixa os fios saudáveis, brilhantes e previne a queda.
Fontes: aveia, milho, arroz, cogumelos, cevada, trigo, cavalinha, frango, miúdos do frango como coração e moela, vegetais, algas, frutos do mar.

Ferro
Importante na produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pela circulação de oxigênio no sangue. Sua falta causa desânimo, queda de cabelo e fraqueza, de acordo com um alerta feito no último Congresso Brasileiro de Nutrição.
Onde encontrar: amêndoa, canela, carnes vermelhas em geral, castanha de caju, feijão preto, fígado, ovos, rúcula, soja.

Pró-vitamina B5 (pantenol ou ácido pantotênico)
Quando aplicada topicamente, penetra rapidamente na raiz e no corpo do cabelo. Através da técnica de microscopia eletrônica, mediu-se o seu efeito e verificou-se que encorpa o fio em até 10% do seu diâmetro normal. O tratamento com pantenol também reduz a queda de cabelo e acelera o seu crescimento.
Onde encontrar : miúdos, gema de ovo, levedo de cerveja, leguminosas, salmão, grãos integrais, germe de trigo.

Vitamina E
Ação anti-radicais livres; previne danos celulares decorrentes da UV e do envelhecimento; melhora a microcirculação do couro cabeludo; protege de gorduras oxidáveis.
Onde encontrar: óleos vegetais prensados a frio (azeite, por exemplo), ovos, germe de trigo, miúdos, vegetais folhosos, abacate, manteiga.

Atualmente existem no mercado suplementos nutricionais, específicos para auxiliar na queda de cabelo, converse com médico e/ou nutricionista para avaliar qual a sua necessidade, mas lembre-se que a alimentação equilibrada é fundamental.

Abraços fraternos a todos,

Nutricionista Fernanda S. Bortolon

Referências:
http://www.patriciadavidson.com.br/blog/diario-da-beleza-nutrientes-para-evitar-queda-de-cabelo/
http://cancerdemamamulherdepeito.blogspot.com.br/2012/09/depois-que-o-ator-reynaldo-gianecchini.html
http://www.mayoclinic.com/health/hair-loss/CA00037
Nutricionista Fernanda S. Bortolon

 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Xiii.. ele perdeu o apetite!! E agora?



Receber um diagnóstico de uma doença grave, por si só, já gera medo, angústia, stress, raiva, insegurança, tensão, e tantas outras reações, algumas difíceis de serem explicadas com palavras. Também os familiares, ao verem que um ser amado adoeceu, reagem à sua maneira, com raiva, angústia, medos, negação, enfim, apresentam, igualmente, sintomas, sejam físicos, sejam emocionais.
A angústia, a ansiedade que acompanham uma doença como, por exemplo, o câncer, começa bem antes do diagnóstico... Sintomas, exames, testes, muitas vezes, o processo para conseguir diagnosticar “qual é o problema”, por si só, já gera stress. Mas a resposta chega. E, por mais dura que seja a realidade da doença, com o diagnóstico, chega o tratamento, a “saída”, a possível solução. E o renascer da esperança.
Como se não bastasse, porém,  durante o tratamento, o paciente deverá enfrentar, além das mudanças ditas “normais” na rotina, na sua vida (e na dos familiares mais próximos) em geral, os efeitos do desenvolver da doença e do próprio tratamento.
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia. Efeitos colaterais. Efeitos estes que são muito individuais, e, embora exista um “elenco” de efeitos esperados, estes podem varias de paciente para paciente.  Muitos destes efeitos, no entanto, podem ser “encarados de frente”, enfrentados, minimizados. Mas mais uma vez repito: vai depender de cada indivíduo, de cada organismo, de uma série de fatores combinados, lembrando que, a doença, geralmente, possui aspectos biopsicossociais, espirituais.
O paciente e seus familiares tentam, conforme lhes foi recomendado, ou pelo médico, ou pela psicóloga, ou até por aquele amigo mais chegado, viver a vida “ o mais normal possível, sem mudar tanto a rotina do dia a dia. E chega a hora das refeições.
Hora de comer, e o paciente não tem fome! Ele simplesmente não consegue comer! E agora, o que fazer?
O ato de alimentar-se, na nossa sociedade, é associado à questões ligadas ao prazer e à satisfação no mais amplo dos sentidos. Basta notar como, até hoje, mães que não conseguem, por um motivo ou outro, amamentar seus filhos no seio, sentem-se, muitas vezes, incompletas, culpadas, não boas “o suficiente”.  (Esta teoria, na verdade, já caiu por terra há muito tempo, mas infelizmente muitas a introjetaram de tal forma, que seguem sofrendo no seu interior)
A comida e, mais ainda, o alimentar-se, tem a ver não apenas com satisfazer de uma necessidade biológica, mas também (e especialmente com) uma função afetiva e social.
Afetiva, como a mãe que alimenta o bebe, como uma troca de carinhos, de cuidados...
Social, bem, basta considerarmos o fato de, muitas vezes, escolhermos bares ou restaurantes para os nossos encontros, sejam estes encontros de trabalho, com amigos, ou quando queremos surpreender alguém. (Quem recusaria um convite para jantar em um bom restaurante?)
Voltando então ao nosso paciente. Lhe falta o apetite, ele não tem a mínima vontade de se alimentar. E o familiar? O familiar, ansioso e angustiado com aquela situação, sentindo-se “com as mãos atadas”, por não poder fazer “algo mais” para o paciente, tende a, como uma mãe, repleta de boas intenções, mas nem sempre completamente ciente dos seus atos, insistir para que ele se alimente. E, o que acontece?
O apetite do paciente e a sua vontade de comer não é que voltam miraculosamente!
Insistir para que o paciente se alimente, talvez não seja a melhor solução. Isto pode acabar por aumentar ainda mais a angústia e o stress, seja dele, seja do familiar que, não vendo uma “mudança concreta” do ato de se alimentar, sente-se ainda mais impotente diante da situação.
 O ato de “insistir”, pode gerar ainda mais angústia, tanto no paciente que, sob pressão, pode inclusive vir a ter reações de raiva, descontrole, choro ou até  reatância, ou seja, se antes comia um pouco, a partir daí, simplesmente se negar a se alimentar.  Outras reações à pressão sofrida podem ser a caráter psicológico, refletidas no físico, como aumento de náuseas, mal-estar, vômitos, sem falar em insônia, nervosismo e agitação.
E o familiar? Sim, não podemos esquecer do familiar! Tudo isto pode aumentar ainda mais a sua ansiedade, a sua insegurança e a sua sensação de “inutilidade”. “Não sei o que fazer para ajudar!”  Mas então, como administrar esta situação?
Antes de mais nada, do ponto de vista nutricional, é importante uma boa avaliação com uma nutricionista oncológica, afim de receber orientações adequadas sobre como adequar a alimentação do paciente e, se necessário, fazer uso de suplementos alimentares específicos.
Do ponto de vista emocional, precisa, primeiramente, se dar conta de que as funções dadas ao “alimentar-se” foram simbolicamente representadas pela comida, mas podem muito bem ser substituídas, ou administradas de um  modo diverso. O “afeto”, por exemplo, não está no ato de “limpar o prato”, mas na troca de carinho, no contato olho no olho, na simples presença. Mais do que ser pressionado para comer, talvez o que possa aumentar, não digo tanto o apetite, mas a “vontade” de se alimentar seja poder estimular não apenas a “fome”, mas todos os sentidos! Uma mesa bem arrumada, elegante, com enfeites, pequenos detalhes... Um prato bem colorido, apetitoso, daqueles que a gente “come com os olhos”... Se possível, decorado, e feito com os ingredientes mais importantes: carinho e amor. Quem sabe uma música suave de fundo. Todos à mesa juntos, televisão DESLIGADA!! Buscar formas de estimular a visão, o olfato, a audição, o paladar... Que tal sugerir ao paciente simplesmente tentar saborear as coisas? E, com ele, tentar achar novos temperos, novas combinações, novos sabores? (Muitas vezes a medicação altera o gosto dos alimentos e, vamos combinar, carne com gosto de metal não deve ser lá essas coisas!)
O momento da refeição pode (e deve) ser também um momento de trocas, de afeto, de socialização. Eu arriscaria a dizer que a “comida” ali não é a causa, mas a consequência! Vimos como “causa” como se, para estarmos juntos, precisássemos de uma “desculpa”. Na verdade, porém, talvez o mais importante destes momentos sejam exatamente as trocas. De afeto, de ideias, de conhecimentos, enfim...
Mesmo que o paciente não tenha fome, é importante que ele esteja presente, e participe destes momentos.  Sentar à mesa, todos juntos. Beliscar uma ou outra coisinha. Ousar, arriscar. Se não der, tudo bem. Nada de insistir demais, pois, como visto anteriormente, isto pode acabar piorando a situação. Conversar. Sobre a vida, sobre as coisas, sobre o que vai bem, o que melhorou, enfim, esquecer um pouco dos problemas, da doença, do sofrimento, da dor... Ajudar o paciente a sentir-se, ainda, não um paciente, uma pessoa doente, mas um ser humano. Uma pessoa simplesmente. Com medos, inseguranças, mas também com sonhos, esperanças, e com uma VIDA que vai além, muito além do seu diagnóstico!
E os familiares? Estes poderão se tranquilizar de que fizeram, de que estao fazendo a sua parte. Sem cobranças, sem angústias “extras”, sem stress... reconhecendo os limites do paciente, mas também (e especialmente)  as próprias limitações.

Psicóloga
Especialista em Psico-Oncologia
Especialista em Cuidados Paliativos
Marian de Souza

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Envolvimento da nutrição na iniciação e progressão do câncer

A neoplasia maligna, popularmente chamada de Câncer, é a segunda maior causa de mortalidade no mundo, perdendo apenas para as mortes ocasionadas pelas doenças cardiovasculares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde , foram registrados 1,4 milhões de mortes no mundo no ano de 2010. A relacão entre o câncer e o estado nutricional é muito vasta. A nutrição está diretamente envolvida na prevenção, iniciação, progressão e tratamento do câncer.
 O câncer é uma doença com muitos fatores etiológicos envolvidos. Esta doença é caracterizada pelo acúmulo de mutações no DNA da célula, alterando sua fisiologia e permitindo a sua auto multiplicação e perpetuação, dominando, desregulando e matando o organismo no qual ela se desenvolve. 
A nutrição é um dos fatores desencadeantes das mutações que ocorrem no DNA. Os processos utilizados para a longevidade de alimentos perecíveis, como os inseticidas e herbicidas, os processos de armazenamento, processamento e estocagem de alimentos industrializados fazem com que elementos químicos utilizados nestes processos sofram oxiredução nas nossas células, possibili
tando a formação de moléculas eletricamente instáveis, os radicais livres.
Radicais livres são moléculas químicas que num dado momento apresentam um elétron livre, tornando-se altamente reativas, neste estado estas moléculas podem se combinar com bases nitrogenadas do DNA favorecendo as mutações. Não que os radicais livres sejam a única causa das mutações que ocorrem no DNA, mas eles são sim, moléculas presentes na nossa alimentação e mutagênicas.
Nem sempre podemos nos livrar destes elementos químicos que vêm acoplados aos nossos alimentos, mas evita-los é uma forma de prevenção das mutações que levam ao câncer. Uma alimentação sem a presença de elementos químicos reativos favorece a fisiologia e a longevidade das células, evitando a iniciação das células tumorais.

Por: Maria Regina Orofino Kreuger
Professora da UNIVALI

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Destaques do Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO), o maior e mais importante congresso de oncologia do mundo. Acontece de 31 de maio a 4 de junho em Chicago

Melanoma
O Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizado de 31 de maio a 4 de junho em Chicago (EUA), com a presença de mais de 40 mil médicos, apresentou, no final de semana, três novos tratamentos para melanoma.
Em um estudo com 245 pacientes  com a doença, os pesquisadores confirmaram que adicionar um estimulante imunológico, chamado GM-CSF (sigla em inglês para estimulador de colônica macrófago-granulócito), ao tratamento com a droga Ipilumimab - substância do Yervoy, droga aprovada recentemente no Brasil - aumenta a efetividade do tratamento. Outro remédio, chamado Nivolumab, mostrou resultados muito encorajadores quando comparados aos dados históricos do melanoma previamente já tratados. Pesquisadores também descreveram que o Selumetinibe, comparado à quimioterapia, aumenta a sobrevida de pacientes com melanoma ocular.

Dr. Stephen Stefani, oncologista do Instituto do Câncer  Mãe de Deus e membro da American Society of Clinical Oncology, assinala que estes avanços são muito promissores no sentido de que, após quase uma década em novidades importantes, alternativas sofisticadas começaram a mostrar resultados. Para uso rotineiro na prática clínica assistencial ainda são necessárias algumas etapas de discussão científica mas, cada vez mais rapidamente, devem fazer parte do arsenal terapêutico desta doença, diz o médico.

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, devido à sua alta possibilidade de metástase e taxa de mortalidade elevada. No Brasil, o melanoma corresponde a 4% de todos os tumores malignos de pele, porém, é responsável por 75% dos óbitos decorrentes da doença. E, nos últimos 20 anos, o número de casos triplicou em mulheres e duplicou em homens. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, a taxa de mortalidade por cem mil habitantes nos últimos 30 anos apresentou um aumento de 120% nos homens e 48% nas mulheres. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que anualmente ocorram cerca de 130 mil casos novos desse tipo de câncer no mundo, com maior incidência entre a população de pele branca.

Apesar dos resultados serem preliminares, a comunidade científica parece  ter descoberto como “alertar e estimular” o sistema imunológico a combater esta doença que tanto preocupa a sociedade.


Câncer do Pulmão

Novas moléculas de uso oral podem reduzir a progressão de alguns tipos de câncer de pulmão mais do que quimioterapia tradicional

Estudo com 347 pacientes com câncer de pulmão avançado - especificamente um grupo com uma alteração no gene ALK - que receberam o medicamento crizotinibe tiveram 65% de redução do tumor, mais que o triplo do que o grupo que recebeu quimioterapia. O tempo de resposta também foi maior, quase 8 meses comparado com 3 meses. 


Comentário Dr. Stephen: O estudo aponta para algumas tendências da oncologia moderna, com uso de drogas orais especificamente reservadas para grupos com determinadas características genéticas, personalizando a tomada de decisão médica


Câncer de Rim e de Fígado

Droga usada em câncer de rim e fígado tem atividade em câncer de tireóide

Após 40 anos sem drogas aprovadas para tratamento de câncer de tireóide, o sorafenibe (Nexavar, droga usada em câncer de rim e de fígado) mostrou atividade nesta doença. Apesar de taxa de resposta pequena, 12% dos pacientes que usaram o remédio tiveram redução do câncer, os resultados animaram pesquisadores que observaram somente 1% de resposta em pacientes que não usaram o remédio.

Comentário Dr. Stephen: Drogas de uso oral tem sido cada vez mais presentes e, já no próximo ano, farão parte do arsenal dos pacientes com plano de saúde. O custo elevado deve limitar o acesso aos remédios para pacientes que dependem do SUS. Mais importante do que os resultados objetivos, é o conceito de haver uma direção que pode trazer resultados em uma doença muito carente de opções.


Câncer de Ovário

Nova droga em câncer de ovário é debatida no Congresso Americano de Oncologia, em Chicago

O Pazopanibe (Votriente, comprimido aprovado no Brasil para tratamento do câncer de rim) foi avaliado em 940 pacientes com câncer de ovário. A progressão da doença em pacientes que usaram o medicamento foi, em média, após quase 18 meses, comparado com 12,3 meses de quem usou placebo. 


Comentário Dr. Stephen: Apesar de ser medicamento oral, cabe mencionar que se trata de quimioterapia da mesma forma. Neste sentido, a recomendação de utilização - se houver aprovação dos órgãos regulatórios no futuro - deve ser rigorosamente debatida com paciente e supervisionada por especialista. Neste estudo, 1 em cada  4 pacientes experimentaram efeitos colaterais.


Câncer de Colo de Útero

Uso de Vinagre no exame ginecológico pode ajudar a reduzir mortes pode câncer de colo de útero. Estudo realizado por 15 anos na India, apresentado em destaque na ASCO, utilizando um esfegaço com vinagre e uma lâmpada mostrou ser uma estratégia de baixo custo para detecção precoce e redução de mortes por câncer de colo de útero. Dr. Ted Trible, do National Cancer Instituto (NCI) descreveu resultados, com entusiasmo, uma vez que as estimativas apontam para potencial de mais de 70 mil vidas salvas a cada ano com esta estratégia. O exame tradicional de triagem é o raspado de colo de útero - o Papanicolau - pode ser restrito em países de baixa renda como India.


Comentário Dr. Stephen: Estratégias de baixo custo e impacto tão importante merecem atenção, especialmente em países com baixa renda e uma prevalência alta de uma doença completamente curável quando identificada precocemente.


Câncer de mama

Tamoxifeno por tempo prolongado reduz risco de câncer de mama

O medicamento amplamente usado na prevenção de recaída para pacientes que tiveram câncer de mama, especificamente aquelas com tumores relacionados a hormonios, é recomendado de maneira geral por 5 anos após cirurgia do câncer. Estudo de grande porte apresentado em Chicago sugere que o uso por 10 anos pode beneficiar ainda mais as pacientes. O risco de recaída foi 30% menor. A presidente da American Society of Clinica Oncology (ASCO), Dra. Sandra Swain chamou a atenção para importância deste estudo durante o evento: "os dados são importantíssimos e devem ser discutidos com atenção".


Comentário Dr. Stephen:: Estes dados vem corroborar outro estudo que aponta na mesma direção. Análise cuidadosa do ganho absoluto é fundamental para equacionar de forma adequada a relação de risco e benefício

Moglia Comunicação Empresarial

Dr. Stephen Stefani
Oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Porto Alegre
Membro da American Society of Clinical Oncology

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Obesidade e Câncer

O Câncer e a obesidade são as duas principais epidemias da atualidade. Estimativas globais recentes mostram que 1,46 bilhões de adultos estão acima do peso (Índice de Massa Corporal, IMC > 25 kg/m2) e 502 milhões de adultos são obesos (IMC > 30 kg/m2). Além disso, 170 milhões de crianças e adolescentes (com idade <18 anos) foram classificados com sobrepeso ou obesidade, segundo dados publicados em uma revista científica dos EUA. Existem estimativas que associam o excesso de peso à 20% de todos os cânceres.

Sabemos que mulheres com excesso de peso têm risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de útero e mama após a menopausa. Além disso, evidências crescentes sugerem que o aumento da adiposidade está associado à maior incidência de uma grande variedade de tumores incluindo cólon e reto, ovário, vesícula, esôfago, pâncreas, rim, fígado e próstata.

A obesidade é definida como um estado de inflamação crônica. Existem fortes evidências mostrando que a resposta inflamatória favorece a ativação da tumorigênese e carcinogênese (formação de células cancerígenas). Isso é explicado, por exemplo, na doença inflamatória intestinal que é associada ao maior risco de câncer de cólon, nas hepatites virais ao maior risco de câncer hepático, dentre outros. O processo inflamatório contribui para a sustentação de todo o metabolismo tumoral.

As células de gordura aumentam a produção hormonal (principalmente estrogênio) e estimulam o crescimento de outras células, características estas que contribuem para acelerar a divisão e a reprodução celular e, quanto mais células se duplicam, maiores as chances de alguma replicação ser inadequada, originando uma célula maligna. A partir disso, esses hormônios produzidos em excesso levam à uma rápida reprodução das células cancerígenas.

A atividade física é muito importante para redução de peso e tem efeito protetor na formação de células tumorais. Vários mecanismos tem sido propostos para explicar esse efeito protetor que a atividade física tem: redução dos níveis circulantes de estrogênio, de insulina (que é um dos fatores sabidos de estímulo às células tumorais), impacto nas prostaglandinas (redução da inflamação nos tecidos) e melhora na função imune.

Existem fatores de risco modificáveis, ou seja, que podemos controlar, como o tabagismo, uso crônico de bebidas alcoólicas, sedentarismo, má alimentação e sobrepeso. Cabe a cada um optar por um estilo de vida mais saudável para que possamos reduzir ao máximo a incidência de qualquer tipo de câncer.

Fonte:
http://www.gaz.com.br/blogs/on
conews/posts/16580-obesidade_e_cancer.html

quarta-feira, 22 de maio de 2013

20 Alimentos que Auxiliam na Imunidade

Vamos citar 20 alimentos que podem auxiliar na imunidade. Entretanto, vale lembrar que se a sua imunidade estiver muito baixa em decorrência do tratamento quimioterápico, você deve ter alguns cuidados especiais. Por exemplo, vale a atenção redobrada na hora de higienizar alguns alimentos e nem todos alimentos crus são liberados. Antes de consumí-los, converse com seu médico e/ou nutricionista especializado.
Açai: Considerado como um super alimento, o açai é rico em antioxidantes. Pode ser consumido na forma de sucos, cremes.
Alho: Rico em antioxidantes, que auxiliam na imunidade. Dica culinária: Descasque, pique e deixe o alho descansar por 15 minutos antes de utilizá-lo na comida, isso ajuda a melhorar sua biodisponibilidade em nosso organismo.
Amêndoas: 4 unidades é capaz de proteger seu sistema imunológico dos efeitos do estresse. Já supre 50% das necessidades de vitamina E recomendada. Além disso, possuem Riboflavina e Niacina, vitaminas do Complexo B, que ajudam no efeito do estresse.
Batata doce: Como a cenoura, a batata doce possui beta-caroteno, um antioxidante que ajuda a liberar os radicais livres. 
Brócolis: Ajudam a melhorar o sistem imunológico, possuem nutrientes que protegem o corpo contra alguns danos. Também é rico em vitaminas A, C e glutationa. Experimente consumir brócolis com queijos magros, e assim obter um prato em vitaminas B e D.
Castanha do Pará: Rica no mineral selênio, que melhora o sistema imunológico e auxilia na cicatrização. Consuma de 1 a 2 por dia.
Cebola:  São ricas em Quercitina, que é um potencializador da função imune, prevenindo doenças virais e alérgicas. Use sempre em temperos ou crua na salada.
Chá verde: Possuem polifenóis e flavonóides, que ajudam a combater diversas doenças. Estes antioxidantes procuram os radicais livres que danificam as células e as destroem.
Cogumelos: São ricos em antioxidantes e em selênio, que ajudam a evitar gripes. Os champignons, além de serem ricos em vitaminas do Complexo B, que ajudam a aumentar a imunidade do corpo, também tem efeitos antivirais, antibacterianos e antitumorais.
Espinafre: Considerado um "Super Alimento", o espinafre é rico em nutrientes, como ácido fólico, que ajuda o corpo a produzir novas células e reparar o DNA, além de possuir fibras, antioxidantes, vitamina C, entre outros benefícios. Coma espinafre crus ou levemente cozidos para obter o máximo de benefícios deste alimento.
Gengibre:  O gengibre auxilia nas defesa do organismo porque possui importante ação bactericida, além de boas doses de vitamina B6 e C. Pode ser adicionado no suco (1 colher de sopa de gengibre ralado, duas vezes por dia) ou servir para fazer chá (2 colheres de sopa de gengibre fresco para 1 litro de água). O gengibre também ajuda a controlar as náuseas decorrentes da quimioterapia.
Gérmen de trigo: O gérmen do trigo é a parte do trigo que tem mais nutrientes. Além de zinco, antioxidantes, vitaminas do Complexo B entre outras vitaminas e minerais essenciais. O gérmen de trigo também oferece proteínas, fibras e gorduras boas. Procure substituir parte da farinha em receitas do dia a dia por gérmen de trigo.
Melancia: Hidratante e refrescante, a melancia também possui um potente antioxidante: a glutationa. Conhecida como grande aliada para fortalecer o sistema imunológico para que este possa combater diversas infecções, a glutationa é encontrada na parte vermelha da fruta, perto da casca.
Repolho: Outra fonte de glutationa. Além de barato, o repolho é facilmente encontrado. Experimente adicionar repolho em sopas e outros pratos para aumentar o valor nutricional de sua refeição.
Tomate: Rico em licopeno, o tomate é forte aliado ao combate de radicais livres.
Frutas cítricas: São ricas em Vitamina C que tem ação antioxidante e melhora os efeitos da vitamina E, regenerando suas fórmulas de ação quando ocorrem formações de radicais livres. Têm efeitos benéficos principalmente em infecções respiratórias e nas gripes.
Pimenta: A pimenta é fonte de betacaroteno, substância que se transforma em Vitamina A, nutriente que protege o organismo contra infecções.
Levedo de Cerveja: Rico em Vitamina B6, que melhora a imunidade geral do organismo. 
Probióticos: São bactérias benéficas contidas no iogurte, leite fermentado ou vendidas na forma de suplementos, que reforçam o sistema imune.
Vegetais Verdes Escuros:  Brócolis, couve, couve de Bruxelas, rúcula e espinafre são fontes importantes de ácido fólico e vitaminas A, B6 e B12, que possuem papel na maturação das células imunes, ajudando na resistência às infecções. Estes alimentos também são ricos em ácido fólico, nutriente que participa da formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.
Pólen de abelha: isso porque ele apresenta uma riqueza de nutrientes (cerca de 22) a destacar a grande quantidade de aminoácidos presentes, cerca de 20% da sua composição, além de várias vitaminas e minerais, tais como vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, ácido fólico, B12), vitamina A, rutina, cálcio, cobre, magnésio e manganês. Por sua riqueza nutricional, o pólen exerce diversas funções, como aumento da imunidade por estimular a produção de linfócitos (as nossas células de defesa).

Para adquirir os benefícios destes alimentos, o consumo deve ser a longo prazo e devem fazer parte de uma alimentação balanceada.



 Elaborado por: Nutricionista Fernanda S. Bortolon - CRN2 6210

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quimioterapia: é possível se preparar para este tratamento?

Profissionais de diferentes áreas da saúde explicam como é possível se preparar para a quimioterapia.

A luta contra o câncer vem sendo acompanhada por grandes avanços e mudanças no tratamento oncológico. Anos atrás, quando um paciente era diagnosticado, a maior preocupação dos médicos especialistas era em relação à sobrevivência desse paciente. Hoje, no entanto, o médico também está voltado para a qualidade de vida que o paciente terá durante e após o tratamento do câncer. Os preconceitos, tabus e a falta de conhecimento sobre o câncer e os tratamentos amedrontam e podem paralisar o paciente diante de tantas novidades. Pensando nisso, um crescente número de Clínicas Oncológicas e Hospitais do Brasil estão investindo na criação de serviços especializados de orientação multidisciplinar e apoio aos pacientes que irão iniciar o tratamento, desmistificando assim o câncer e em especial, a quimioterapia.

"As dúvidas mais frequentes dos pacientes que vão iniciar a quimioterapia são em relação à adaptação deste tratamento ao dia-a-dia. Afinal, o que eu posso e não posso fazer durante o tratamento? Alguns pacientes não sabem que é possível levar uma vida normal durante a quimioterapia, aliás, muitos continuam trabalhando durante esse período”, enfatiza a enfermeira especialista em oncologia, Cristina Ito. Apesar dos avanços na medicina ainda não é possível afirmar que o tratamento quimioterápico não apresenta efeitos colaterais. Hoje, no entanto, as reações adversas ao tratamento apresentam-se em escalas menores, com a possibilidade de serem controladas.

Os efeitos colaterais mais frequentes que os agentes quimioterápicos provocam são: náusea, vômitos, falta de apetite, constipação, diarréia, queda de cabelo e queda da imunidade do corpo. "A queda da imunidade (diminuição das plaquetas, leucócitos e hemoglobina) é uma das principais vilãs nesta fase podendo desencadear, quando não controlada, uma série de complicações. Durante esta etapa, o paciente precisa rever seu conceito de urgência, ou seja, o momento de entrar em contato com o médico ou equipe de suporte deve ser sempre antes do que ele estava acostumado a fazer e por conta disso, alguns cuidados especiais são sempre necessários” alerta a enfermeira.

A nutrição adequada é especialmente importante para os pacientes que estão sendo submetidos ao tratamento de câncer, tanto para melhorar os resultados destes tratamentos, como a sua qualidade de vida. Para a nutricionista, Satiko Watanabe, ações extremas nunca são recomendáveis. "O paciente chega com uma carga de ansiedade muito grande e com inúmeras dúvidas sobre o que ele poderá ou não comer. Deixar de comer algo não é indicado. Uma alimentação equilibrada faz parte do processo de recuperação de qualquer pessoa doente. Bem nutrido, o corpo reage melhor às medicações, ganha energia para enfrentar as terapias, é capaz de driblar eventuais infecções que possam aparecer, além de minimizar a perda de peso e favorecer a recuperação do estado geral” acrescenta a nutricionista.

A fim de proporcionar bem-estar a quem vive com câncer, uma poderosa arma é a informação. A importância da informação desde o momento do diagnóstico assim como durante todo o tratamento aumenta a segurança do paciente. De acordo com a psico-oncologista, Luciana Holtz de Camargo Barros, a informação prepara e evita que o paciente seja pego de surpresa, modificando a forma como ele se posicionará durante o tratamento. "Na minha experiência como psicóloga e diretora responsável pelo Portal do Instituto Oncoguia percebo que o paciente informado assume uma postura mais ativa diante do seu próprio tratamento” confirma a Psico- Oncologista. "Ressalto ainda que é muito importante que o paciente saiba que é possível ter qualidade de vida nesta etapa e que quando falamos de qualidade de vida, estamos abordando todos os aspectos que envolvem a vida desse paciente, ou seja, bem estar físico, emocional, social, familiar, espiritual enfim, uma série de preocupações que às vezes são deixadas de lado durante o tratamento” finaliza.

A equipe multidisciplinar ressalta que o acompanhamento médico é indispensável e sugerem algumas dicas que podem ser seguidas pelos pacientes que irão iniciar o tratamento quimioterápico.

  • Sempre que possível, opte por um tratamento multidisciplinar.
  • Pergunte todas as suas dúvidas a seu médico ou equipe multidisciplinar.
  • Cada caso é um caso. O que é bom para um não será, necessariamente, bom para outro.
  • Sentimentos como tristeza, raiva, ansiedade, medo, decepção são esperadas e podem interferir negativamente durante o seu tratamento. Se possível, procure apoio de um psicólogo. É muito importante você poder falar sobre o que você está sentindo.
  • Evite aglomerações, lugares sem ventilação e contato direto com pessoas resfriadas e/ou gripadas. (você pode ir ao cinema ou a igreja, mas prefira os horários mais vazios).
  • É muito importante que o paciente ANTES de iniciar o tratamento quimioterápico consulte-se com o dentista a fim de prevenir possíveis complicações na região da boca.
  • Fique atento (a) às mudanças no seu corpo ou sensações de desconforto. Não espere desenvolver um resfriado ou gripe forte para conversar com o seu médico.
  • A higienização dos utensílios domésticos é fundamental evitando inclusive, possíveis infecções.
  • Atividade física de forma moderada é muito importante durante a quimioterapia. O acompanhamento de um fisioterapeuta ou profissional especialista é sempre indicado.
  • Higienize os alimentos crus (Legumes, verduras e frutas) com cloro de alimentos (Hidrosteril ou Pure Verde – 10 gotas para 1 litro de água. Deixe o alimento de 20 a 30 minutos na água e depois o lave em água corrente).
  • Não deixe de alimentar-se, mas respeite a sua vontade.
  • Evite comer fora de casa e/ou caso alguém manipule seus alimentos, oriente-a sobre a a necessidade de higienizar bem as mãos, os utensílios e os alimentos. 
  • Compre seus alimentos em locais limpos e onde conheça a procedência.
  • Não siga nenhuma dieta sem orientação de um nutricionista especializado.
  • E não esqueça "NÃO EXISTE ALIMENTO E/OU DIETA MILAGROSA".
Fonte: 
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/materia-quimioterapia-e-possivel-se-preparar-para-este-tratamento/520/8/
Adaptado por Nutricionista Fernanda Bortolon