O Blog Nutrição em Oncologia é voltado para pacientes, seus familiares e profissionais envolvidos no mundo do câncer, com informações sobre alimentação, da prevenção aos cuidados paliativos e outros assuntos relacionados à oncologia. Recomenda-se a todos os seus usuários que em caso de dúvidas quanto a alimentação, fale com o seu médico ou nutricionista. As informações contidas neste blog não pretendem substituir o atendimento de nenhum membro da equipe de saúde.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Efeitos colaterais do tratamento oncológico: como minimizá – lós através da alimentação?
A alimentação adequada é essencial em todas as idades, independente do sexo e do estado nutricional. O câncer, na maioria das vezes, leva a redução da ingestão alimentar, sendo que esta patologia leva a uma necessidade maior de calorias.
A ingestão alimentar insuficiente, faz com que o paciente esteja suscetível ao risco nutricional. Com isso, ocorre uma perda de peso significativa que leva à desnutrição.
São inúmeras as causas da baixa ingestão de nutrientes, e normalmente elas aparecem quando o paciente oncológico está em tratamento com radio e/ou quimioterapia, sendo a perda de apétite um dos efeitos colaterais.
Dentre os efeitos colaterais mais comuns, estão: enjoos e náuseas constates, vômitos, diarreia, intestino preso (constipação), diarréia, boca seca (xerostomia), feridas na boca e no trato gastrointestinal (mucosite), dor ao engolir (odinofagia) e ausência ou alteração de paladar.
Veja abaixo como minimizá – lós através da alimentação:
Enjoos, náuseas e vômitos:
• Dê preferência aos alimentos gelados ou em temperatura ambiente;
• Faça pequenas refeições com intervalo pequeno de tempo;
• Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
• Beba sucos;
• Chupe gelos ou picolé de frutas cítricas (se não estiver com feridas na boca);
• Faça suas refeições em lugares arejados;
• Evite frituras, alimentos gordurosos, doces concentrados, condimentos fortes (pimenta, catchup, mostarda);
• Evite deitar – se após logo após as refeições;
• Evite ficar próximo a cozinha durante o preparo das refeições.
Diarreia:
• Consuma bastante líquidos, principalmente água;
• Dê preferência aos alimentos como: batata, chuchu, cenoura cozida, arroz, biscoito água e sal e carnes grelhadas;
• Prefira sucos de frutas coados;
• Consuma frutas: banana, maçã e pêra;
• Consuma apenas o caldo de feijão e lentinha;
• Evite leite e derivados, alimentos gordurosos, frutas cruas em geral, sementes oleaginosas (abacate, nozes, amendoim...), condimentos picantes, conservas em geral (picles, azeitona, milho...), embutidos (presunto, salsicha, mortadela...), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha...) e hortaliças cruas;
• Evite alimentos que causam flatulência (gases): repolho, ovo, couve – flor e brócolis.
Intestino preso (constipação):
• Consuma bastante líquidos, principalmente água;
• Prefira frutas laxativas: ameixa, mamão, laranja, manga;
• Consuma fibras;
• Consuma as frutas com casca e bagaço, quando possível;
• Consuma, preferencialmente, as hortaliças cruas;
• Consuma farelo de cereais (arroz, aveia ou trigo);
• Consuma produtos integrais (arroz, pães e torradas);
• Consuma leguminosas regularmente (feijão, ervilha...);
• Consuma leite e derivados;
• Evite alimentos constipantes: ricota fresca, sagu, tapioca, goiaba, maçã, caju...
Boca seca (xerostomia):
• Prepare as refeições com caldos e molhos;
• Evite repetir os caldos e molhos, diversifique;
• Quando não houver feridas na boca, chupe balas azedas e/ou ácidas, picolés ou gelo e mastigue chicletes (sabor menta), que auxiliam a produzir mais saliva;
• Consuma líquidos em abundância, principalmente água;
• Use a saliva artificial, encontrada em farmácias;
• Evite alimentos secos
Feridas na boca e no trato gastrointestinal (mucosite):
• Consuma alimentos macios e na consistência pastosa;
• Prefira alimentos gelados ou na temperatura ambiente;
• Quando necessário, utilize alimentos na consistência líquida ou liquidificados;
• Evite alimentos ácidos, picantes ou muitos salgados;
• Evite alimentos muito quentes.
Dor ao engolir (odinofagia):
• Prepare sua refeição na consistência que for mais tolerada, que ofereça menor dificuldade para mastigar e/ou engolir, podendo variar entre branda, pastosa ou líquida (conforme avaliação da fonoaudióloga);
• Tome pequenos goles de água ou suco durante as refeições;
• Faça as refeições em pequenas quantidades, várias vezes ao dia.
Ausência ou alteração de paladar:
• Enxague a boca com água pura ou faça bochechos com chá de camomila antes das refeições;
• Experimente balas azedas e/ou ácidas ou gotas de limão (30 gotas em 1 copo de 200 ml) ou gelatina de limão, caso não tenha feridas na boca ou no tratogastrointestinal;
• Use temperos naturais em maior quantidade: manjericão, orégano, salsinha, hortelã, alecrim, coentro;
• Substitua os talheres de metal pelos de plástico, caso sinta o sabor residual metálico;
• Mantenha sempre uma boa higiene bucal;
• Evite consumir alimentos muito quentes ou muito gelados.
Dicas adaptadas do site: http://www.icesp.org.br/Pacientes-e-Acompanhantes/Cardapio-para-controle-de-sintomas/
Lembre – se...
Para que o tratamento seja satisfatório, é importante o trabalho multidisciplinar...
Para que o tratamento seja mais satisfatório ainda, é necessário que você, paciente, seja otimista, tenha persistência e siga o tratamento até o final!
Por isso...
Coma o que lhe dê prazer... Coma o que lhe apetece... Coma o que lhe parecer mais gostoso... Coma o alimento no modo de preparo que lhe faça bem... e não coma aquilo que lhe traz a idéia de mal – estar
Camila Dias Führer – CRN2 7685P
Nutricionista graduada pela PUCRS, pós graduanda em Nutrição e Oncologia pelo IEP do Hospital Moinhos de Vento.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O anti-psicótico olanzapina controla o avanço da náusea e vômitos induzidos pela quimioterapia (NVIQ)
Um estudo de Fase III em pacientes de câncer com náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ) que não respondem aos tratamentos convencionais fornece a primeira evidência conclusiva de que a olanzapina (Zyprexa), um medicamento anti-psicótico, é eficaz no controle destes efeitos secundários, por vezes, debilitantes da terapia do câncer.
Em geral, NVIQ afeta cerca de 50% a 60% dos pacientes que recebem certos tipos de quimioterapia. Embora estes efeitos colaterais geralmente possam ser controlados com medicamentos disponíveis, uma minoria significativa de pacientes, cerca de 30% a 40%, possui NVIQ, que é definido como náuseas e vômitos que persistem apesar do tratamento preventivo recomendado pela AMERICAN SOCIETY OF CLINICAL ONCOLOGY (ASCO) ou outras diretrizes.
O teste duplo-cego, randomizado e controlado comparou a olanzapina com a metoclopramida, medicamento normalmente prescrito para o avanço do NVIQ, embora a pesquisa não tenha sido realizada para confirmar a sua eficácia para esse fim. Os pacientes que receberam olanzapina tiveram uma significativa melhora em relação aos pacientes que receberam metoclopramida.
“Esta é a primeira vez que o avanço NVIQ foi estudado de forma sistemática”, disse Rudolph M. Navari, principal autor do estudo, reitor adjunto e diretor clínico do Harper Cancer Institute, Indiana University School of Medicine-South Bend. “Este estudo sugere que a olanzapina será muito útil nesses pacientes que se sentem muito doentes e às vezes vêm para a sala de hospital, clínica ou de emergência. Como resultado, os pacientes vão se sentir melhor.”
O avanço do NVIQ pode diminuir a qualidade de vida dos pacientes com câncer e até mesmo exigir reduções em suas doses de quimioterapia, possivelmente limitando a eficácia do tratamento. O estudo envolveu doentes que recebiam doses de quimioterapia altamente emetogénica (causando náusea e vômitos), incluindo cisplatina, doxorrubicina e ciclofosfamida.
No estudo, 205 pacientes que nunca tinham recebido quimioterapia receberam o primeiro o tratamento padrão de drogas, recomendado para prevenir NVIQ antes de iniciar a quimioterapia. Embora estas drogas tenham impedido NVIQ na maioria dos pacientes, 80 desenvolveram avanço.
Estes pacientes foram randomizados para receber olanzapina oral diária ou metoclopramida oral diária por três dias. Eles foram acompanhados por 72 horas, através de telefonemas de enfermeiros do estudo, e foram convidados a preencher um diário.
Durante o período de observação de 72 horas, 71% (30 de 42) daqueles que receberam olanzapina não tinha vômitos, em comparação com 32% (12 de 38) dos que receberam metoclopramida. 67% (28 de 42) dos pacientes experimentaram olanzapina sem náuseas, em comparação com 24% (9 de 38) daqueles que receberam metoclopramida.
Embora a olanzapina, aprovado pela FDA para o tratamento de psicose, seja conhecido por causar uma variedade de efeitos colaterais quando tomado diariamente durante seis meses ou mais, a utilização de curto prazo neste estudo não conduz a qualquer toxicidade significativa. O avanço do NVIQ geralmente se desenvolve entre o segundo para quarto dias após o tratamento de quimioterapia, por isso não seria necessário tomar olanzapina por mais de três dias, disse o Dr. Navari. A olanzapina é relativamente barata e é tomada oralmente.
Fonte: http://revistaonco.com.br/noticias/o-anti-psicotico-olanzapina-controla-o-avanco-da-nausea-e-vomitos-induzidos-pela-quimioterapia/
quinta-feira, 31 de maio de 2012
31 de maio - Dia mundial sem tabaco. Cigarro não combina com a saúde do planeta. Nem com a sua.
Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxidade que várias pessoas fumando deixam no nosso Planeta.
Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, osteoporose e catarata entre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: uso de agrotóxicos, adoecimento dos fumicultores, inclusive crianças e adolescentes, desmatamento, incêndios, resíduos urbanos e marinhos.
Os agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha de tabaco (doença do tabaco verde, com sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade para respirar e alteração na pressão sanguínea). Dentre as crianças e adolescentes de 5 a 15 anos envolvidas em atividades agrícolas na região Sul do Brasil, 14% trabalham no cultivo do tabaco, ficando expostas a grandes quantidades de agrotóxicos.
Nos países em desenvolvimento, o desmatamento devido ao plantio e secagem das folhas do tabaco corresponde a 5% do total. Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é sacrificada. O fumante de um maço de cigarros por dia consome duas árvores em um mês. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não são refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem. O desmatamento está associado ainda a surtos de doenças infecciosas, e à erosão e destruição do solo.
Pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros. Os filtros, por sua vez, estão carregados de materiais tóxicos que podem demorar mais de cinco anos para se decompor. Há contaminação do solo e bloqueio dos sistemas das águas e esgoto.
As pontas de cigarros são levadas pela chuva para rios, lagos, oceanos, matando peixes, tartarugas e aves marinhas que podem ingeri-las.
Respeite a sua saúde e a saúde do planeta. Ambiente saudável é ambiente livre do cigarro.
Fonte: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/dia_mundial_sem_tabaco/site/2012/faz_mal_pra_voce_e_pro_planeta
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Dia do Café
Dia do Café - 24 de Maio
Em 1727, o oficial português Francisco Palheta trouxe da Guiana Francesa através do Pará as primeiras mudas de café para o Brasil. A relação do Brasil com o café desde então – portanto há mais de 280 anos - é de uma fidelidade imensa. O Brasil passou a ser o maior país produtor e exportador de café do mundo, e segundo maior mercado consumidor. Não é por outra razão que desde 2005 o produto tem uma data só sua, incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos: 24 de Maio – Dia Nacional do Café. O fato é que 95% dos brasileiros acima dos 15 anos consumem ao menos uma xícara diariamente.
São várias as razões que explicam o sucesso do café. Primeiro, porque desperta e anima, dá sensação energia e vitalidade. Parar para tomar um café é sempre uma saudável pausa e tem significado social histórico. Em eventos profissionais, o famoso coffe break é a hora da troca de cartões e de discussões com menos formalidade.
O ideal seria – finalmente – que o café fizesse bem a saúde. O tema, volta e meia, é avaliado em estudos científicos. Recentemente, publicado na prestigiada revista médica New England Journal of Medicine, um estudo com mais de 400 mil pessoas mostrou uma relação inversa entre consumo de café e risco de morte por doença cardíaca, respiratória, acidentes, diabetes e infecções. O trabalho foi feito com base em um questionário aplicado em cerca de 230.000 homens e mais de 170.000 mulheres, que tinham de 50 a 71 anos. O consumo de 3 xícaras por dia reduziu, conforme a publicação, 10% risco de morte. Os resultados mostraram ainda que quanto maior o consumo de café, menor o risco de morte por estas causas.
Interessante reforçar que, infelizmente, o hábito pode estar relacionado ao tabagismo. Neste contexto, conforme o mesmo estudo descreve, o benefício é anulado. As eventuais vantagens que o café podem trazer somente são evidentes naquelas pessoas que não fumam e não tem outros hábitos prejudiciais a saúde.
Do ponto de vista essencialmente científico, não podemos afirmar definitivamente que o café aumenta o tempo de vidas das pessoas, até porque estes mecanismos não estão bem esclarecidos. Os dados nos permitem, entretanto, tomar o cafezinho sem muita culpa. Até o momento, se pessoa se sente bem com consumo razoável de café, não deve estar fazendo mal para sua saúde.
Agradeço ao Dr. Stephen Doral Stefani (Oncologista) pelo envio do excelente texto.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Planos terão de cobrir tratamento domiciliar de câncer
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que obriga os planos de saúde a cobrirem tratamento quimioterápico via oral, feito em casa, para pacientes com câncer. A inovação, que consta da proposta de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), também cobre medicamentos para controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento.
No projeto, Ana Amélia argumenta que atualmente cerca de 40% do tratamento oncológico se vale de medicamentos de uso domiciliar. Em 15 anos ela estima que tal procedimento chegará a 80% dos casos. Segundo ela, não há cobertura dos planos para esse tipo de tratamento, o que acaba por transferir "boa parte dos pacientes e seus custos assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS)".
"A quimioterapia oral feita em casa oferece vantagens substanciais ao paciente, tanto físicas como emocionais, tais como sentir-se menos agredido pelo tratamento, o que proporciona maior adesão e facilidades, uma vez que não tem que alterar a sua rotina, não precisa gastar com transporte nem ter alguém disponível para acompanhá-lo à unidade de saúde", afirmou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), relator do projeto.
Moka apresentou uma emenda ao projeto para delegar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e às sociedades médicas de especialistas da área para fazer a inclusão desses medicamentos no rol de cobertura dos planos de saúde.
A matéria deverá seguir para apreciação da Câmara dos Deputados, exceto se houver recurso de um dos senadores para levá-la para apreciação do plenário. Os planos de saúde terão 180 dias, após a sanção da lei, se isso ocorrer, para se adequar à nova regra.
Agência Estado
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Curry pode ajudar no tratamento do câncer de intestino
Um composto químico encontrado no curry, a curcumina, pode ser uma arma poderosa no combate ao câncer de intestino. Pesquisas já mostraram que a substância foi eficaz contra células cancerígenas desenvolvidas em laboratório e traz benefícios contra derrames e outros tipos de doenças, e agora um hospital de Leicester, na Grã-Bretanha, vai estudar o uso do composto junto de tratamentos quimioterápicos.
Se o câncer de intestino se espalha para o corpo, os pacientes geralmente recebem uma combinação de três remédios de quimioterapia, mas cerca de metade deles não respondem a eles. A expectativa é que a eficácia dos medicamentos melhore com a curcumina, que será administrada a 40 pacientes uma semana antes de o tratamento começar.
O professor William Steward, que lidera o estudo, disse que testes em animais combinando curcumina e medicamentos mostraram resultados muito bons e que são eles a justificativa para levar a pesquisa adiante no hospital. "Uma vez que o câncer se espalha, é difícil de tratar, já que os efeitos colaterais da quimioterapia limita o tempo pelo qual o paciente pode se submeter ao tratamento", explicou.
De acordo com ele, "o prospecto de que a curcumina aumente a sensibilidade das células cancerígenas à quimioterapia é interessante porque pode significar uma redução nas doses, o que permitiria aos pacientes manter o tratamento por mais tempo e com menos efeitos colaterais".
A pesquisa ainda está nos seus estágios iniciais, mas o potencial do uso de compostos químicos para tratar o câncer "é uma área intrigante e espera-se que isso dê informações para o desenvolvimento de novos remédios no futuro", completa Steward.
BBC Brasil
quarta-feira, 28 de março de 2012
Coca e Pepsi mudam fórmula para evitar alerta de câncer nos EUA
A Coca-Cola e a Pepsi decidiram mudar a fórmula, nos EUA, do corante caramelo que compõe os refrigerantes para não ter de colocar um alerta de risco de câncer em suas latas.
A notificação passou a ser obrigatória depois que a Califórnia incorporou um componente químico presente no corante caramelo na lista de substâncias cancerígenas.
A decisão foi motivada por pressão da entidade de consumidor Centro de Ciência para Interesse Público, que apresentou um estudo com indicações da conexão da substância com o desenvolvimento do câncer.
A associação das indústrias de bebidas dos EUA contesta o conteúdo do estudo. Segundo o grupo, a substância 4-metilimizadol, alvo do questionamento, já foi autorizada por reguladores nos EUA e em outras partes do mundo.
Apesar disso, a entidade confirmou que as empresas trabalham para mudar a fórmula para atender as requisições do Estado da Califórnia.
"Consumidores não vão notar a diferença nos produtos e não tem razão alguma para preocupações em relação à saúde", afirmou a associação em nota.
O FDA (órgão norte-americano que regula remédios e alimentos) analisa um pedido da entidade de consumidores sobre o assunto.
Um porta-voz da agência informou que um consumidor teria de beber mais de 1.000 latas de refrigerante por dia para alcançar os níveis apresentados no estudo que mostrou uma relação com câncer em roedores.
"Embora acreditemos que não há risco para saúde pública que justifique mudanças, pedimos aos fornecedores do caramelo que deem esse passo para que nossos produtos não estejam sujeitos à exigência de um aviso sem fundamento científico", afirmou a representante da Coca-Cola, Diana Garza Ciarlante.
A Coca-Cola do Brasil confirmou que o corante caramelo está presente no produto vendido no país e afirmou que não há previsão de alterações, como nos EUA.
"O corante caramelo utilizado em nossos produtos é absolutamente seguro. Coca-Cola não alterará sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola", disse a empresa em nota.
Folha de São Paulo
A notificação passou a ser obrigatória depois que a Califórnia incorporou um componente químico presente no corante caramelo na lista de substâncias cancerígenas.
A decisão foi motivada por pressão da entidade de consumidor Centro de Ciência para Interesse Público, que apresentou um estudo com indicações da conexão da substância com o desenvolvimento do câncer.
A associação das indústrias de bebidas dos EUA contesta o conteúdo do estudo. Segundo o grupo, a substância 4-metilimizadol, alvo do questionamento, já foi autorizada por reguladores nos EUA e em outras partes do mundo.
Apesar disso, a entidade confirmou que as empresas trabalham para mudar a fórmula para atender as requisições do Estado da Califórnia.
"Consumidores não vão notar a diferença nos produtos e não tem razão alguma para preocupações em relação à saúde", afirmou a associação em nota.
O FDA (órgão norte-americano que regula remédios e alimentos) analisa um pedido da entidade de consumidores sobre o assunto.
Um porta-voz da agência informou que um consumidor teria de beber mais de 1.000 latas de refrigerante por dia para alcançar os níveis apresentados no estudo que mostrou uma relação com câncer em roedores.
"Embora acreditemos que não há risco para saúde pública que justifique mudanças, pedimos aos fornecedores do caramelo que deem esse passo para que nossos produtos não estejam sujeitos à exigência de um aviso sem fundamento científico", afirmou a representante da Coca-Cola, Diana Garza Ciarlante.
A Coca-Cola do Brasil confirmou que o corante caramelo está presente no produto vendido no país e afirmou que não há previsão de alterações, como nos EUA.
"O corante caramelo utilizado em nossos produtos é absolutamente seguro. Coca-Cola não alterará sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola", disse a empresa em nota.
Folha de São Paulo
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