quinta-feira, 21 de março de 2013

Uso da Terapia Nutricional Oral (TNO) em pacientes com câncer

Pacientes com câncer necessitam de cuidados especiais com a alimentação para evitar a perda de peso, minizar os efeitos colaterais relacionados com a alimentação e os riscos da desnutrição. A utilização Terapia Nutricional Oral oferece a possibilidade de aumentar ou assegurar a ingestão de nutrientes, em casos de alimentação inadequada.
Alguns tipos de tumores, como os localizados nas regiões da cabeça e pescoço (boca, língua e laringe) e do trato digestivo (esôfago, estômago, pâncreas, fígado), somado aos efeitos colaterais dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, podem afetar a ingestão de alimentos e comprometer o apetite do paciente, pois provocam dor para engolir, dificuldade na mastigação, alteração do paladar, náuseas e vômitos.
No tratamento do câncer, essa suplementação já poderá ser iniciada quando o paciente encontra-se em desnutrição ou se a ingestão via oral está comprometida por mais de cinco dias.
É necessário que o paciente tenha acompanhamento médico e nutricional enquanto estiver em uso da suplementação, para que seja avaliada a eficiência do produto de acordo com cada caso clínico.   O uso de suplementos nutricionais nos pacientes em tratamento oncológico, deve ser orientado por médicos e/ou nutricionistas especializados, após uma avaliação completa e individualizada do paciente, pois hoje, o mercado já oferece uma série de produtos específicos para cada patologia. Por isso, não deve ser utilizado
de forma indiscriminada. Cada paciente tem uma necessidade diferente e conseguimos definir qual o melhor suplemento a ser utilizado após essa avaliação.

O sucesso da suplementação oral depende do consumo e da quantidade ingerida pelo paciente durante períodos prolongados. Outro fator particularmente importante é a aceitabilidade e a palatabilidade de um suplemento nutricional. Geralmente a orientação é ingeri-lo nos intervalos das refeições, nunca em substituição, uma vez que eles ajudam a fornecer os nutrientes que o organismo necessita.

Benefícios da suplementação
Os benefícios sugeridos em decorrência da suplementação oral são: o aumento do peso ou pelo menos redução de sua perda; diminuição da toxicidade gastrointestinal decorrente da quimioterapia e radioterapia; reforço da imunidade e melhora da qualidade de vida.

Hábitos alimentares aumentam chance de câncer

Como já foi citado outras vezes no blog, cada vez mais os estudos científicos mostram que a associação de maus hábitos alimentares relacionados ao aumento nos índices de câncer, por isso vamos reduzir nossas chances de adquirir esta doença com uma mudança de vida, COMER MELHOR PARA VIVER MELHOR. Confira o que o Oncologista Stephen, falou a respeito, principalmente com relação ao câncer de cólon, no Encontro Americano ocorrido em março deste ano.

O oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani, apresentou na 18ª Conferência Avançada para Cuidados com o Câncer, promovida pela National Comprehensive Cancer Network (NCCN), nos Estados Unidos, entre 14 e 17 de março, dados que salientam a importância do perfil da população em regiões da América Latina no que diz respeito ao risco de câncer, particularmente o de cólon.

Junkie Food
Conforme o oncologista, a incidência - surgimento de novos casos - com mortalidade tem importante variação mundial, seja pelo componente da população com mutações genéticas relacionadas a este tipo de câncer, seja pelos hábitos de alimentação e acesso a tecnologias de diagnóstico e tratamento. Países mais pobres são os que mais sofrem com este cenário, conforme dados da International Agency for Research on Cancer (IARC). “O Rio Grande do Sul, entretanto, pelo hábito de alto consumo de carnes, tem taxas maiores se comparado a países como os do Oriente, que tem dieta rica em legumes e vegetais, fontes importantes de fibras e aliadas na prevenção de câncer de cólon e de intestino”, explica Dr. Stefani. 

O médico também apontou as diferenças de tratamento por região, considerando os perfis de cada população e que nem todas as tecnologias, medicamentos ou exames estão disponíveis em todos os locais. O oncologista defendeu durante o evento que sejam reforçados aspectos sobre os reais desfechos que cada intervenção pode oferecer, de forma que os médicos possam tomar suas decisões não só pelo nível de evidência científica de determinado estudo, mas também pelas expectativas do quanto cada intervenção médica pode contribuir para manejo de cada paciente. “Muitas decisões são tomadas sem haver clara ideia de quanto àquela estratégia pode, qualitativamente, melhorar a vida do paciente”, afirmou. Estima-se que, para cada tipo de câncer, existem mais de 50 mil decisões que devem ser tomadas pelos profissionais que prestam a assistência. “A confecção de diretrizes em medicina é útil no sentido de contribuir para tomada de decisão de maior consenso, mas não deve substituir a leitura crítica dos estudos científicos”, salienta Dr. Stefani.

O NCCN é o grupo mais importante do mundo na elaboração de diretrizes médicas e debate científico em câncer, sendo utilizada por mais de 2 milhões de especialistas em todo mundo.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Atividade física reforça sistema imunológico contra o câncer

Pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Nebrasca, nos Estados Unidos, revela que a prática de exercícios físicos reduziu as chances de reaparecimento da doença em  pacientes curados de câncer através da quimioterapia. De acordo com os autores do estudo, a atividade física deixa mais fote os linfócitos T, células que pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue que são os principais agentes da imunidade celular. Por conta dessa "força extra", as possibilidades de surgimento de algum tipo de câncer secundário caíram nos sobreviventes.
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores da instituição norte-americana, liderada pela doutora Laura D. Bilek, convidou um grupo de 16 ex-portadores de câncer para participar de um programa de atividades físicas com a duração de 12 semanas. Durante esse período, os voluntários curados através da quimioterapia seguiram um plano de atividades físicas elaborado para cada um, englobando exercícios cardiovasculares, de flexibilidade, postura e equilíbrio, além de força e resistência.
Ao fim do período de estudo, amostras individuais de sangue coletadas no início, durante e ao término da experiência foram comparadas, e os especialistas verificaram que grande parte das células que atuam no sistema imune tiveram seu processo de envelhecimento (conhecido como senescência) revertido, tornando-as mais eficazes no combate da doença e infecções.

Para a doutora Laura D. Bilek, a pesquisa não só enfatiza as vantagens do exercício para pacientes com câncer e sobreviventes da doença, mas também demonstra como ela pode beneficiar indivíduos saudáveis.
- Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora o combate ao câncer, isso é mais uma coisa que devemos informar aos pacientes, orientando-os a praticar regularmente uma atividade física, tornando isso uma prioridade em sua vidas - conclui Laura D. Bilek.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Conheça os Alimentos que Podem Aumentar o Risco de Câncer

Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo. O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio. Veja quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença.
 - Carnes Processadas: Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético. "A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes. A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde. - Refrigerantes: A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes. Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta - Alimentos gordurosos: Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA. - Refrigerantes: Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral - Alimentos ricos em sal: "Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores. Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos. Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros. - Churrasco: Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores." - Dieta pobre em fibras: O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada.
 - Preparo com altas temperaturas: Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores. O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos. - Alimentos com agrotóxicos: Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer. Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma. Fonte: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/14669-conheca-oito-alimentos-que-podem-aumentar-o-risco-de-cancer

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dieta AntiCâncer

Leitores do Blog, compartilho com vocês a matéria que colaborei para a Revista Pense Leve, que fala sobre alimentos que possuem compostos que se consumido conforme a indicação podem vir a contribuir para a prevenção do câncer, porém saliento que o consumo destes não evita a doença mas pode ser um bom aliado. Romã Fitoquímicos encontrados na romã induzem à morte das células cancerígenas na próstata. “Por esse motivo, o consumo da fruta consegue diminuir os níveis das enzimas PSA no sangue, que funcionam como sinalizadoras de tumores”, conta Fernanda S. Bortolon, mestre em nutrição oncológica, de Porto Alegre (RS). O alimento também tem ação preventiva nos cânceres de pele, cólon, mama, cavidade oral e leucemia. A romã é ainda rica em ácido elágico, que possui função antioxidante e protege as membranas e o DNA da ação de radicais livres. “Pessoas que consomem ácido elágico presentam possibilidade três vezes menor de sofrer de câncer do que aquelas que consomem pouco ou nenhum”, complementa a nutricionista. É indicado consumir pelo menos 1 copo do suco ou duas unidades da fruta por dia. Cúrcuma Pigmento amarelo extraído da planta Curcuma longa, pode auxiliar na prevenção cânceres de colón, pulmão e cavidade oral, entre outros. “A cúrcuma inibe a enzima cicloxigenase e outras envolvidas no processo inflamatório. Além disso, possui atividade antitumoral e antimutagênica”, conta Fernanda Bortolon. Utilize-o como tempero no dia a dia ou em cápsulas. “A suplementação com a planta mostrou-se segura, e doses de até 8000 mg por dia são toleradas pelo organismo”.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Obesidade no início da vida aumenta risco de câncer de mama, diz estudo

ma pesquisa publicada no mês de setembro, mostra como a obesidade, especialmente no começo da vida, pode levar ao desenvolvimento do câncer de mama no futuro. A descoberta é importante porque vem a se somar à questão hormonal. Até o momento, o nível de estrógeno, hormônio sexual feminino produzido nos ovários, era considerado o principal fator relacionado ao crescimento das mamas. A comprovação de que a dieta também influi no desenvolvimento dos seios pode ajudar a explicar também os mecanismos por trás do câncer de mama. Segundo os autores, isso vale principalmente para os casos que ocorrem antes da puberdade ou depois da menopausa, quando o nível de estrógeno no corpo da mulher é baixo. No estudo, os especialistas da Universidade da Califórnia, em Davis, nos Estados Unidos, alimentaram camundongos desde o nascimento com um tipo de gordura que simula os efeitos da chamada síndrome metabólica. A síndrome metabólica é um conjunto de fatores ligados à obesidade – como o risco de surgimento de doenças cardiovasculares e da diabetes tipo 2 –, que afetam o funcionamento dos hormônios. Por essa relação com a obesidade, essa síndrome tem ligação estreita com a alimentação. Mesmo sem estrógeno, os camundongos – tanto machos quanto fêmeas com o hormônio bloqueado – desenvolveram mamas maiores apenas por causa da alimentação que tiveram no início da vida. Além de participar do aumento das mamas, em si, o processo levou à formação de tumores em alguns dos camundongos. Em diferentes tipos de animais, os resultados variaram, o que levou os pesquisadores à conclusão de que fatores genéticos também podem afetar a forma como a síndrome afeta as mamas em cada pessoa. Os resultados foram publicados pela "PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/obesidade-no-inicio-da-vida-aumenta-risco-de-cancer-de-mama-diz-estudo/2099/7/

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Efeitos colaterais do tratamento oncológico: como minimizá – lós através da alimentação?

A alimentação adequada é essencial em todas as idades, independente do sexo e do estado nutricional. O câncer, na maioria das vezes, leva a redução da ingestão alimentar, sendo que esta patologia leva a uma necessidade maior de calorias. A ingestão alimentar insuficiente, faz com que o paciente esteja suscetível ao risco nutricional. Com isso, ocorre uma perda de peso significativa que leva à desnutrição. São inúmeras as causas da baixa ingestão de nutrientes, e normalmente elas aparecem quando o paciente oncológico está em tratamento com radio e/ou quimioterapia, sendo a perda de apétite um dos efeitos colaterais. Dentre os efeitos colaterais mais comuns, estão: enjoos e náuseas constates, vômitos, diarreia, intestino preso (constipação), diarréia, boca seca (xerostomia), feridas na boca e no trato gastrointestinal (mucosite), dor ao engolir (odinofagia) e ausência ou alteração de paladar. Veja abaixo como minimizá – lós através da alimentação: Enjoos, náuseas e vômitos: • Dê preferência aos alimentos gelados ou em temperatura ambiente; • Faça pequenas refeições com intervalo pequeno de tempo; • Coma devagar e mastigue bem os alimentos; • Beba sucos; • Chupe gelos ou picolé de frutas cítricas (se não estiver com feridas na boca); • Faça suas refeições em lugares arejados; • Evite frituras, alimentos gordurosos, doces concentrados, condimentos fortes (pimenta, catchup, mostarda); • Evite deitar – se após logo após as refeições; • Evite ficar próximo a cozinha durante o preparo das refeições. Diarreia: • Consuma bastante líquidos, principalmente água; • Dê preferência aos alimentos como: batata, chuchu, cenoura cozida, arroz, biscoito água e sal e carnes grelhadas; • Prefira sucos de frutas coados; • Consuma frutas: banana, maçã e pêra; • Consuma apenas o caldo de feijão e lentinha; • Evite leite e derivados, alimentos gordurosos, frutas cruas em geral, sementes oleaginosas (abacate, nozes, amendoim...), condimentos picantes, conservas em geral (picles, azeitona, milho...), embutidos (presunto, salsicha, mortadela...), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha...) e hortaliças cruas; • Evite alimentos que causam flatulência (gases): repolho, ovo, couve – flor e brócolis. Intestino preso (constipação): • Consuma bastante líquidos, principalmente água; • Prefira frutas laxativas: ameixa, mamão, laranja, manga; • Consuma fibras; • Consuma as frutas com casca e bagaço, quando possível; • Consuma, preferencialmente, as hortaliças cruas; • Consuma farelo de cereais (arroz, aveia ou trigo); • Consuma produtos integrais (arroz, pães e torradas); • Consuma leguminosas regularmente (feijão, ervilha...); • Consuma leite e derivados; • Evite alimentos constipantes: ricota fresca, sagu, tapioca, goiaba, maçã, caju... Boca seca (xerostomia): • Prepare as refeições com caldos e molhos; • Evite repetir os caldos e molhos, diversifique; • Quando não houver feridas na boca, chupe balas azedas e/ou ácidas, picolés ou gelo e mastigue chicletes (sabor menta), que auxiliam a produzir mais saliva; • Consuma líquidos em abundância, principalmente água; • Use a saliva artificial, encontrada em farmácias; • Evite alimentos secos Feridas na boca e no trato gastrointestinal (mucosite): • Consuma alimentos macios e na consistência pastosa; • Prefira alimentos gelados ou na temperatura ambiente; • Quando necessário, utilize alimentos na consistência líquida ou liquidificados; • Evite alimentos ácidos, picantes ou muitos salgados; • Evite alimentos muito quentes. Dor ao engolir (odinofagia): • Prepare sua refeição na consistência que for mais tolerada, que ofereça menor dificuldade para mastigar e/ou engolir, podendo variar entre branda, pastosa ou líquida (conforme avaliação da fonoaudióloga); • Tome pequenos goles de água ou suco durante as refeições; • Faça as refeições em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Ausência ou alteração de paladar: • Enxague a boca com água pura ou faça bochechos com chá de camomila antes das refeições; • Experimente balas azedas e/ou ácidas ou gotas de limão (30 gotas em 1 copo de 200 ml) ou gelatina de limão, caso não tenha feridas na boca ou no tratogastrointestinal; • Use temperos naturais em maior quantidade: manjericão, orégano, salsinha, hortelã, alecrim, coentro; • Substitua os talheres de metal pelos de plástico, caso sinta o sabor residual metálico; • Mantenha sempre uma boa higiene bucal; • Evite consumir alimentos muito quentes ou muito gelados. Dicas adaptadas do site: http://www.icesp.org.br/Pacientes-e-Acompanhantes/Cardapio-para-controle-de-sintomas/ Lembre – se... Para que o tratamento seja satisfatório, é importante o trabalho multidisciplinar... Para que o tratamento seja mais satisfatório ainda, é necessário que você, paciente, seja otimista, tenha persistência e siga o tratamento até o final! Por isso... Coma o que lhe dê prazer... Coma o que lhe apetece... Coma o que lhe parecer mais gostoso... Coma o alimento no modo de preparo que lhe faça bem... e não coma aquilo que lhe traz a idéia de mal – estar
Camila Dias Führer – CRN2 7685P Nutricionista graduada pela PUCRS, pós graduanda em Nutrição e Oncologia pelo IEP do Hospital Moinhos de Vento.